sábado, 21 de março de 2009

«...antes morto num caixão que Mentiroso..»

Contextualizando...
Nunca poderei ter a certeza de que acabo sempre por descobrir as mentiras que os outros me disponibilizam, afinal, quantas mais mentiras haverá que eu desconheço?

De qualquer forma, este é para mim, o pior dos defeitos da humanidade. Digo, como já ouvi dizer, daí este ser também parte do meu maior pesadelo. Para mim esconder é mentir, portanto, coloco-me numa posição muito permeável à mentira, logo à partida.

Gostava de poder persuadir todos com quem me dou a se livrarem de vez da tentação de escolher o caminho mais fácil, mas é empresa complicada. Seria fácil se ao invés de fazerem esta escolha (os indecentes mentirosos) procurassem vislumbrar o tamanho sofrimento que me oferecem, mas é infrutífero o meu pensamento. O ser humano é egocêntrico e o mentiroso é humano, não é um pássaro de livre escolha.

Parafraseando: "preferia ver-te morto(a) num caixão, que saber-te mentiroso".

Agradeço a alguém muito especial, a dureza deste ensinamento e à capacidade para não aceitar as designadas mentiras piedosas, que são seguramente outro caminho fácil para a consciência pessoal.

Façam o favor de parar de fazer testes aos não mentirosos. "Eles" não os merecem!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

Inicio do fim

Já nem me lembrava da forma tão peculiar da felicidade. Este ano, uma semana após o meu aniversário, eis que recupero a minha casinha, entregue a gentes que não merece viver em apartamento.
Os direitos são para todos, excepto para aqueles que desconhecem que existem deveres.
O meu caso é no mínimo a expressão do ridículo que se perpetuou durante muitos meses, entregando-me a possibilidade do insólito e ao mesmo tempo do psicotico.
Na 6ª feira passada, respirei de alivio (ainda falta resolver algumas coisas). Esta experiência precipitou a minha alma ao egocentrismo que não me caracteriza, sobretudo relativizando à minha filha. É que ela estava com uma virose e eu não consegui interiorizar a tristeza que em qualquer outra situação se iria instalar vertiginosamente.
A justiça até agora mostrou-se inadequada, digo até, fosse eu patrão da justiça, despedia-a com justa causa, enquadrando-a na inadaptabilidade. SIM, a justiça é muito inerte, resolve deixar passar o tempo ao invés de tomar atitudes...
Neste caso, claramente eu fui a vítima, mas fui o desprotegido. A "Justiça" protege sempre a mais fraco, mas carece de instrumentização real para poder com justiça determinar qual é o mais fraco.
A justiça falhou, mas não falhou Deus, que, por intermédio de pessoas que já partiram, atendeu ao meu pedido.
Obrigado, Jesus.