
Há qualquer coisa nesta fotografia, ou melhor, nesta pintura.
A verdade é que não resisto a um local que me transmite paz interior.
Quando passo pela expo, e quando a passagem é feita com tempo, olho para a paisagem do mesmo angulo da foto e sublinho toda a sua linda cor na minha memória.
Quando espreito pela janela do muro a luz que o sol projecta no histórico branco, vejo coisas que mais ninguém vê. Vejo pessoas que partiram e que me deixaram refém de um amor incondicional e eterno.
Agora, que já conto alguns anos de separação, chego a esquecer por instantes a falta que me fazem, mas nas orações estão sempre presentes e sobretudo sei que não deixarei de lembrar o quanto hoje devo como pessoa a estas pessoas que se tornaram numa imagem ao se elevarem ao Céu, para junto de Jesus.
Aqui, neste local pouco movimentado de semana, faz bem parar e pensar no Eu de cada um de nós.
Aproveitemos até que o betão nos separe do azul espelhado do rio...
