segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Uma imagem



Há qualquer coisa nesta fotografia, ou melhor, nesta pintura.

A verdade é que não resisto a um local que me transmite paz interior.

Quando passo pela expo, e quando a passagem é feita com tempo, olho para a paisagem do mesmo angulo da foto e sublinho toda a sua linda cor na minha memória.

Quando espreito pela janela do muro a luz que o sol projecta no histórico branco, vejo coisas que mais ninguém vê. Vejo pessoas que partiram e que me deixaram refém de um amor incondicional e eterno.

Agora, que já conto alguns anos de separação, chego a esquecer por instantes a falta que me fazem, mas nas orações estão sempre presentes e sobretudo sei que não deixarei de lembrar o quanto hoje devo como pessoa a estas pessoas que se tornaram numa imagem ao se elevarem ao Céu, para junto de Jesus.

Aqui, neste local pouco movimentado de semana, faz bem parar e pensar no Eu de cada um de nós.

Aproveitemos até que o betão nos separe do azul espelhado do rio...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Corpos INERTES

Para ser popular é indispensável ser medíocre, já dizia Oscar Wild, a verdade é que há no mundo global uma qualquer necessidade em ser popular, começando pelas crianças, nas escolas.

No meu entender, esta dita popularidade não passa de um disfarce imperfeito da necessidade de fazer a evitação de um conflito. Se assim não fosse, a popularidade seria específica, coisa que nunca ou muito raramente consegue ser.

As pessoas, nos momentos mais críticos ao evitarem estão a perder personalidade e ao mesmo tempo, a demonstrá-la. Perdem a personalidade que faz delas seres humanos com opinião própria e demonstram a personalidade da evitação!

Pena é quando além de evitar, se transportam, por vezes com sucesso, arrastando outros, para uma realidade exclusiva da imaginação. Essa fertilidade imaginativa em conjunto com a manipulação faz desses humanos, uma imagem de podridão social, uma imagem da confirmação do bem por evidência do mal.

Kant, dizia que o tempo somos nós que o fazemos. Tempo é o que necessitamos para fingir que está tudo bem, estando tudo na mesma.

sábado, 10 de outubro de 2009

Presente e Passado

Descobri na beleza dos outros
a minha, enfeitada e perdida
Procuravam-na mas fugia

Voltei-me para Deus
Como sempre... presente
Deixei-me levitar.

Como esperança e vontade
Sinto o amanhã com generosidade
Partilho o que tenho de melhor.

E ganhando asas,
liberto-me das enfermidades
Saudades de uma passado que não tive

Somente um presente
que estava prestes a terminar
Quando dava conta, já havia passado
E me deixava espantado por nele não ter reparado...


LRA

quarta-feira, 10 de junho de 2009

É feliz?


Ninguém sabe ao certo o tempo que dura a felicidade, mas todos desconfiamos que ganhando o prémio do Euro milhões, ficaríamos de imediato felizes por bastante tempo. Ironicamente, não o confirmam "as grande fortunas"!

Um espectáculo se eu ganhasse esse prémio... O que faria???

Deus saberá, não eu, de qualquer forma acho que investiria na profissão que mais me realizou durante os últimos 15 anos (mais ou menos)... a de músico.

É com grande felicidade que voltamos... mesmo sem ter ganho o prémio (lol)... e com 2 novos membros.

sábado, 21 de março de 2009

«...antes morto num caixão que Mentiroso..»

Contextualizando...
Nunca poderei ter a certeza de que acabo sempre por descobrir as mentiras que os outros me disponibilizam, afinal, quantas mais mentiras haverá que eu desconheço?

De qualquer forma, este é para mim, o pior dos defeitos da humanidade. Digo, como já ouvi dizer, daí este ser também parte do meu maior pesadelo. Para mim esconder é mentir, portanto, coloco-me numa posição muito permeável à mentira, logo à partida.

Gostava de poder persuadir todos com quem me dou a se livrarem de vez da tentação de escolher o caminho mais fácil, mas é empresa complicada. Seria fácil se ao invés de fazerem esta escolha (os indecentes mentirosos) procurassem vislumbrar o tamanho sofrimento que me oferecem, mas é infrutífero o meu pensamento. O ser humano é egocêntrico e o mentiroso é humano, não é um pássaro de livre escolha.

Parafraseando: "preferia ver-te morto(a) num caixão, que saber-te mentiroso".

Agradeço a alguém muito especial, a dureza deste ensinamento e à capacidade para não aceitar as designadas mentiras piedosas, que são seguramente outro caminho fácil para a consciência pessoal.

Façam o favor de parar de fazer testes aos não mentirosos. "Eles" não os merecem!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

Inicio do fim

Já nem me lembrava da forma tão peculiar da felicidade. Este ano, uma semana após o meu aniversário, eis que recupero a minha casinha, entregue a gentes que não merece viver em apartamento.
Os direitos são para todos, excepto para aqueles que desconhecem que existem deveres.
O meu caso é no mínimo a expressão do ridículo que se perpetuou durante muitos meses, entregando-me a possibilidade do insólito e ao mesmo tempo do psicotico.
Na 6ª feira passada, respirei de alivio (ainda falta resolver algumas coisas). Esta experiência precipitou a minha alma ao egocentrismo que não me caracteriza, sobretudo relativizando à minha filha. É que ela estava com uma virose e eu não consegui interiorizar a tristeza que em qualquer outra situação se iria instalar vertiginosamente.
A justiça até agora mostrou-se inadequada, digo até, fosse eu patrão da justiça, despedia-a com justa causa, enquadrando-a na inadaptabilidade. SIM, a justiça é muito inerte, resolve deixar passar o tempo ao invés de tomar atitudes...
Neste caso, claramente eu fui a vítima, mas fui o desprotegido. A "Justiça" protege sempre a mais fraco, mas carece de instrumentização real para poder com justiça determinar qual é o mais fraco.
A justiça falhou, mas não falhou Deus, que, por intermédio de pessoas que já partiram, atendeu ao meu pedido.
Obrigado, Jesus.