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sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Uma imagem

Há qualquer coisa nesta fotografia, ou melhor, nesta pintura.
A verdade é que não resisto a um local que me transmite paz interior.
Quando passo pela expo, e quando a passagem é feita com tempo, olho para a paisagem do mesmo angulo da foto e sublinho toda a sua linda cor na minha memória.
Quando espreito pela janela do muro a luz que o sol projecta no histórico branco, vejo coisas que mais ninguém vê. Vejo pessoas que partiram e que me deixaram refém de um amor incondicional e eterno.
Agora, que já conto alguns anos de separação, chego a esquecer por instantes a falta que me fazem, mas nas orações estão sempre presentes e sobretudo sei que não deixarei de lembrar o quanto hoje devo como pessoa a estas pessoas que se tornaram numa imagem ao se elevarem ao Céu, para junto de Jesus.
Aqui, neste local pouco movimentado de semana, faz bem parar e pensar no Eu de cada um de nós.
Aproveitemos até que o betão nos separe do azul espelhado do rio...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Corpos INERTES
No meu entender, esta dita popularidade não passa de um disfarce imperfeito da necessidade de fazer a evitação de um conflito. Se assim não fosse, a popularidade seria específica, coisa que nunca ou muito raramente consegue ser.
As pessoas, nos momentos mais críticos ao evitarem estão a perder personalidade e ao mesmo tempo, a demonstrá-la. Perdem a personalidade que faz delas seres humanos com opinião própria e demonstram a personalidade da evitação!
Pena é quando além de evitar, se transportam, por vezes com sucesso, arrastando outros, para uma realidade exclusiva da imaginação. Essa fertilidade imaginativa em conjunto com a manipulação faz desses humanos, uma imagem de podridão social, uma imagem da confirmação do bem por evidência do mal.
Kant, dizia que o tempo somos nós que o fazemos. Tempo é o que necessitamos para fingir que está tudo bem, estando tudo na mesma.
sábado, 10 de outubro de 2009
Presente e Passado
a minha, enfeitada e perdida
Procuravam-na mas fugia
Voltei-me para Deus
Como sempre... presente
Deixei-me levitar.
Como esperança e vontade
Sinto o amanhã com generosidade
Partilho o que tenho de melhor.
E ganhando asas,
liberto-me das enfermidades
Saudades de uma passado que não tive
Somente um presente
que estava prestes a terminar
Quando dava conta, já havia passado
E me deixava espantado por nele não ter reparado...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
É feliz?

sábado, 21 de março de 2009
«...antes morto num caixão que Mentiroso..»
Nunca poderei ter a certeza de que acabo sempre por descobrir as mentiras que os outros me disponibilizam, afinal, quantas mais mentiras haverá que eu desconheço?
De qualquer forma, este é para mim, o pior dos defeitos da humanidade. Digo, como já ouvi dizer, daí este ser também parte do meu maior pesadelo. Para mim esconder é mentir, portanto, coloco-me numa posição muito permeável à mentira, logo à partida.
Gostava de poder persuadir todos com quem me dou a se livrarem de vez da tentação de escolher o caminho mais fácil, mas é empresa complicada. Seria fácil se ao invés de fazerem esta escolha (os indecentes mentirosos) procurassem vislumbrar o tamanho sofrimento que me oferecem, mas é infrutífero o meu pensamento. O ser humano é egocêntrico e o mentiroso é humano, não é um pássaro de livre escolha.
Parafraseando: "preferia ver-te morto(a) num caixão, que saber-te mentiroso".
Agradeço a alguém muito especial, a dureza deste ensinamento e à capacidade para não aceitar as designadas mentiras piedosas, que são seguramente outro caminho fácil para a consciência pessoal.
Façam o favor de parar de fazer testes aos não mentirosos. "Eles" não os merecem!!!
terça-feira, 3 de março de 2009
Inicio do fim
Os direitos são para todos, excepto para aqueles que desconhecem que existem deveres.
O meu caso é no mínimo a expressão do ridículo que se perpetuou durante muitos meses, entregando-me a possibilidade do insólito e ao mesmo tempo do psicotico.
Na 6ª feira passada, respirei de alivio (ainda falta resolver algumas coisas). Esta experiência precipitou a minha alma ao egocentrismo que não me caracteriza, sobretudo relativizando à minha filha. É que ela estava com uma virose e eu não consegui interiorizar a tristeza que em qualquer outra situação se iria instalar vertiginosamente.
A justiça até agora mostrou-se inadequada, digo até, fosse eu patrão da justiça, despedia-a com justa causa, enquadrando-a na inadaptabilidade. SIM, a justiça é muito inerte, resolve deixar passar o tempo ao invés de tomar atitudes...
Neste caso, claramente eu fui a vítima, mas fui o desprotegido. A "Justiça" protege sempre a mais fraco, mas carece de instrumentização real para poder com justiça determinar qual é o mais fraco.
A justiça falhou, mas não falhou Deus, que, por intermédio de pessoas que já partiram, atendeu ao meu pedido.
Obrigado, Jesus.